#musicmonday

agosto 25, 2009

Na verdade, eu tinha me preparado para escrever um post sobre o Pirigulino Babilake, mas uma segunda-feira atípica fez com que este post furasse a fila das minhas idéias…

Começou com um twitt do @GugaAlves, sobre um podcast tocando Rage Against The Machine. Uma verdadeira Máquina do Tempo!

E foi muito divertido, lembrar da adolescência de, ir pro colégio ouvindo Cidade do Rock, da Rádio Cidade, então o único programa de rádio 100% dedicado ao som, ainda que com qualidade bastante questionável, mas era possível ouvir Rage, Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Pearl Jam… Naquele tempo o Rodolfo ainda fazia parte dos Raimundos, que era a melhor banda de rock nacional de todos os tempos!

O serviço foi completado pelo outro amigo, o @raphaelcrespo, que twittou sobre a banda Anthrax, que já me levou a lembrar da sinistríssima Type O Negative… Daí para resgatar o Anathema – que era mais sinistra ainda – foi um pulo…

Foi engraçado lembrar coisas como ir para a escola com um walkman nos ouvidos, e ainda com abertura par fitas K7! Toneladas de fitas na bolsa, gravadas de CDs ou da própria programação na rádio. Essas eram as mais legais, pois ficavam já preparadas, só esperando a música tocar para apertar o botão do REC e começar a gravar uma música que sempre saía cortada ou com vinhetas da rádio, mas era “A” fita! E tinha que se tomar cuidado para as fitas não desenrolarem do case e embolar, dar nós… nessas horas, só a caneta BIC salva!

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Foi bom lembrar de coisas que eu já havia esquecido, como a calça jeans rasgada (naturalmente rasgada, não essas fashion que a gente compra na loja), o cabelo desgrenhado e cheio de tranças, e o tênis All Star, que na época só usava quem era underground e tinha atitude! Nada desses modelinhos xadrez, cor de rosa ou coisas do tipo… Bons tempos do Colégio Pedro II

Nessa época, teve aqui no Rio um festival com várias bandas, o CloseUp Planet, com Sex Pistols, Cypress Hill, Bad Religion, Silverchair (que na época era só um Hanson tentando fazer rock), SpaceHog e Mark Ramone & The Intruders – um showzaço!

Engraçado pensar que este mundo pré-histórico de fitas K7 e bandas que não existem mais tem pouco mais de 10 anos. E mais engraçado pensar que mal consigo me lembrar de um mundo sem MP3 player, dowload de músicas, podcast e rádios online (sem comerciais ou vinhetas).

Lembro de como me sentia presa à Rádio Cidade, como única opção para fugir do lugar-comum que eram todas as outras e da maravilha que foi descobrir, primeiro, as rádios online (com a Luxuriamusic.com e bem depois a Last.fm), os downloads de MP3 com o Napster e depois com eMule, que me possibilitaram descobrir músicas antes inimágináveis, já saindo totalmente da seara do rock adolescente, agora totalmente sem fronteiras!

Em tempo: Qualquer semelhança com os capítulos iniciais de A Cauda Longa, do Chirs Anderson, não é mera coincidência. De fato fiquei maravilhada ao ler o livro e sentir completa identidade entre o que o autor descrevia e os passos que trilhei rumo a uma libertação musical. Passos que, de certa forma, explicam a criação deste blog e motivam sua reativação agora. Fugir do cliché, foi inevitável, uma vez que ele é real…


Absolute Begginner…

agosto 14, 2009

Na terça-feira o @ninocarvalho deu uma palestra sobre Redes Sociais, no Planetário da Gávea… Além da infra sensacional e do cenário fantástico, saí de lá com a verdadeira sensação boa e desesperadora que ainda tenho muito o que aprender (Sim, boa sim, porque amo aprender. Tenho uma ânsia incontrolável de aprendizado). Me senti a própria  “Absolute Beginner” e não conseguia tirar a música – que obviamente adoro – da cabeça…

I’m an absolute beginner
But I’m absolutely sane

(…)

But if my love is your love
We’re certain to succeed

Foram opiniões muito calorosas, polêmicas, enriquecedoras… e algumas inacreditáveis, que despertou o furor de pessoas que falavam em trabalhar com amor. 

Under pressure – Why can’t we give love give love give love?

E esse papo de amor, soa piegas…

‘Cause love’s such an old fashioned word

Falar no que quer que seja com a palavra ‘amor’ soa cafona como novela mexicana do SBT. Mas o fato é que fazer algo com amor dá trabalho – para quem realiza, mas também muito mais trabalho para quem oferece resistência.

And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves

Under pressure também me faz pensar no mosaico das fontes… Se a nova moeda é a relevância, dá um frio na barriga pensar que qualquer twitt mal dado pode ser um passo para o twitcídio.

This is ourselves
Under pressure

(E navengando no slideshare, vi que meu post sobre parar de falar abobrinhas no Twitter foi parar na apresentação… #medo)

Scary Monsters

Tinha uns offliners, querendo manipular a pessoa amada em três dias – (#plagio da @pathaddad). Pasmem, mas gosto de ouvir depoimentos deste tipo. Pra me certificar do que não devo ser, e sempre me lembrar de me afastar de pessoas assim.

Scary monsters, super creeps
Keeps me running, running scared

Tristemente, alguns os chamam de analógicos… Por motivos óbvios não posso assinar embaixo. Conheço muita gente boa analógica, mas que tem mente aberta, só que vive em outra onda…

The Man Who Sold the World

E também, que é necessário lembrar que pessoas assim existem, elas são de verdade, e estão por aí ainda, aos montes, manipulando algumas mídias (e ainda sim, algumas pessoas, é verdade), ocupando posições importantes, criando teia e apodrecendo em ocupações que já não dão conta mais…

We passed upon the stair, we spoke of was and when
Although I wasn’t there, he said I was his friend
Which came as some surprise I spoke into his eyes
I thought you died alone, a long long time ago

#prontofalei