Resenha em 6 e o Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

setembro 29, 2009

Fui almoçar e quando voltei o Twitter estava alvoroçado! Muita gente falando sobre a notificação que o pessoal do Resenha em 6 recebeu depois do post sobre o Boteco São Bento, o pior bar do sistema solar.

Não é necessário dizer que isto é um absurdo e algo completamente estapafúrdio que o bar ainda se sinta no direito de processá-los pela resenha.  Li no blog do Cardoso uma excelente sugestão sobre este caso, que resolvi seguir. Não vou me alongar e vou reproduzir aqui integralmente, para que também fique a sugestão para quem chegar por aqui:

Reprodução:

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

O blog Resenha6 escreveu o post abaixo sobre o péssimo atendimento de um tal “Boteco São Bento”. O resultado foi o dono do bar aparecer nos comentários atacando no melhor estilo baixaria os donos do blog, coisas do nível “Felizmente não precisamos de clientes do seu perfil” pra baixo.

Como essa estratégia não foi bem-recebida pelos leitores, o próximo passo foi soltar uma notificação extra-judicial, basicamente ameaçando de processo o blog, caso não retire em 24 horas o post.

Pois bem; acho que advogados também merecem ganhar seu dinheiro, então sugiro que a advogada do Boteco São Bento tenha bastante trabalho. Minha proposta: TODOS, digo TODOS os blogs devem publicar o MESMO post. Assim ela terá que enviar notificação para TODO MUNDO. Ou fechar a Internet.

Aqui minha contribuição. Aguardo a notificação.

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o
pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem
graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma
dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos
vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda
ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha
simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.


Resenhado por
Raphael Quatrocci

às
23:22


Ouvidos de ouvir

setembro 24, 2009

Essa idéia conversa com outra, que venho matutando faz tempo também, sobre a incapacidade de ouvir, da grande maioria das pessoas.

Percebam: Não estou falando aqui de gozar ta totalidade do sentido da audição, mas sim de prestar atenção total ao que reverbera no ouvido em todo o seu sentido.

Ao colocar-se no lugar de seu interlocutor e captar seu ponto de vista para então argumentar, concordar ou discordar… Estamos tão preocupados em convencer que não saímos do nosso pedestal de donos da verdade e fechamos o ouvido (na verdade a razão) a qualquer movimento externo que não verse rimado com nosso.

Talvez não por acaso, me chamo Simone (obvio que não me chamo Ana Lógica, né?), que vem do Hebraico, “aquela que tudo ouve”. Costumo ouvir as pessoas e me colocar no lugar delas para ouvir suas idéias, com calma, até a conclusão. Mas acho que o mais importante ao ouvir, é tentar pensar com a cabeça de quem está falando.

Minha impressão disso é que entendo melhor as pessoas do que elas me entendem (ok, todo mundo diz isso), mas vejamos: todo mundo me diz que as entendo e que sei ouvir, então não sou somente eu que diz que há algo diferente aqui.

Outra coisa é que fica mais fácil interagir: seja para aconselhar, ou mesmo para convencer, se você entende como o outro pensa e se sente, você alcança um nível equilibrado de conversação, que possibilita um diálogo honesto. Se sua idéia é boa, você convence. Fato!

Don’t Let Me Be Misunderstood – The Animals

The Animals – A original

Nina Simone – Minha preferida

Santa Esmeralda – Dançante!

Kill Bill – Instrumental

Veja ainda muitas outras versões aqui.

Letra

B.Benjamin/S.Marcus/C.Cadwell

Baby, do you understand me now
Sometimes I feel a little mad
But don’t you know that no one alive
Can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Baby, sometimes I’m so carefree
With a joy that’s hard to hide
And sometimes it seems that all I have do is worry
Then you’re bound to see my other side
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
If I seem edgy I want you to know
That I never mean to take it out on you
Life has it’s problems and I get my share
And that’s one thing I never meant to do
Because I love you
Oh, Oh baby don’t you know I’m human
Have thoughts like any other one
Sometimes I find myself long regretting
Some foolish thing some little simple thing I’ve done
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood


Recall de palavras, ou liquid paper falado

setembro 23, 2009

Vim pensando hoje, como é que a gente faz quando divulga uma idéia, um pensamento e depois muda de idéia e se arrepende? As vezes acontece de perceber-se num ponto de vista não muito privilegiado e que remexendo as coisas, idéias melhores virão. Mas dá pra voltar lá e editar o post falado?

No mundo do “vale o escrito”, ser taxado eternamente por algo dito que não pode ser recuperado pode ser um preço caro por tentar fazer ouvir sua voz num mundo de opiniões cada vez mais numerosas, onde a gente tenta achar nosso lugar ao sol e achar a nós mesmos.

Metamorfose Ambulante – Raul Seixas

(…)
Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
(…)


Tarantino só nas telas.

setembro 22, 2009

No dia 01/09, quando ia para a #posmktdig, fui abordada por um meliante que passava por ali e tentou me assaltar. A maioria das pessoas já sabe a história, que já contei um sem-número de vezes e não vou mais repetir… Tinha escrito um post enorme e acabei de mudar de idéia. Não vou mais postar, quero falar de coisas boas…

Gostaria apenas de dizer o seguinte: Ao contrário de como muitos têm me pintado por aí (uns de brincadeira, numa boa, mas outros não), eu não sou um personagem de filme do Tarantino. Não sou uma pessoa violenta, ao contrário, sou estremamente pacífica, não curto violência de espécie alguma, que não seja nos filmes dele.

Isto posto, gostaria de dizer:

  1. Não vou sair por aí com uma Hatori Hanzo exterminando os pivetes do Rio

  2. Apesar disso, não vou me deixar oprimir. Não aceito o comportamento de mulherzinha indefesa. Apesar das críticas, tudo o que fiz foi me defender, nada mais. Não vou facilitar para ninguém que acha que vai levar fácil por que as coisas estão difíceis.

  3. Não sou maluca, sei muito bem que não posso com uma arma

Para ouvir: Battle without honnor or humanity