Gold Digger

dezembro 1, 2009

Sempre adorei a estética das pin-ups. Elas já foram (e voltarão a ser), inclusive, parte do layout deste blog.

Uma pin-up é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. (...) - fonte: Wikipedia

Uma pin-up é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. (...) - fonte: Wikipedia

Por isso não é de se estranhar que eu adorei  o visual retrô-moderninho deste clip, que apesar de já estar meio batido, é bem atual. Bacana a medida entre o jeitão inocente/revelador das pin-ups originais e estilo “gostosona” das mulheres do hip-hop (é não tem jeito, faz parte do movimento, o negócio é entubar!)

Fiquei bastante surpresa ao ouvir o vozeirão do Jamie Foxx largando pra trás o Kanye West.

She take my money when I’m in need
Yeah she’s a trifling friend indeed
Oh she’s a gold digger way over town
That dig’s on me

O fundo colorido com a luz em degradé em cores fortes marcou bem o estilo entre o retrô e o atual, bem na medida. E o groove… é pra detonar o pistão!

Pra cantar junto:  Gold Digger (feat. Jamie Foxx)


Ouvidos de ouvir

setembro 24, 2009

Essa idéia conversa com outra, que venho matutando faz tempo também, sobre a incapacidade de ouvir, da grande maioria das pessoas.

Percebam: Não estou falando aqui de gozar ta totalidade do sentido da audição, mas sim de prestar atenção total ao que reverbera no ouvido em todo o seu sentido.

Ao colocar-se no lugar de seu interlocutor e captar seu ponto de vista para então argumentar, concordar ou discordar… Estamos tão preocupados em convencer que não saímos do nosso pedestal de donos da verdade e fechamos o ouvido (na verdade a razão) a qualquer movimento externo que não verse rimado com nosso.

Talvez não por acaso, me chamo Simone (obvio que não me chamo Ana Lógica, né?), que vem do Hebraico, “aquela que tudo ouve”. Costumo ouvir as pessoas e me colocar no lugar delas para ouvir suas idéias, com calma, até a conclusão. Mas acho que o mais importante ao ouvir, é tentar pensar com a cabeça de quem está falando.

Minha impressão disso é que entendo melhor as pessoas do que elas me entendem (ok, todo mundo diz isso), mas vejamos: todo mundo me diz que as entendo e que sei ouvir, então não sou somente eu que diz que há algo diferente aqui.

Outra coisa é que fica mais fácil interagir: seja para aconselhar, ou mesmo para convencer, se você entende como o outro pensa e se sente, você alcança um nível equilibrado de conversação, que possibilita um diálogo honesto. Se sua idéia é boa, você convence. Fato!

Don’t Let Me Be Misunderstood – The Animals

The Animals – A original

Nina Simone – Minha preferida

Santa Esmeralda – Dançante!

Kill Bill – Instrumental

Veja ainda muitas outras versões aqui.

Letra

B.Benjamin/S.Marcus/C.Cadwell

Baby, do you understand me now
Sometimes I feel a little mad
But don’t you know that no one alive
Can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Baby, sometimes I’m so carefree
With a joy that’s hard to hide
And sometimes it seems that all I have do is worry
Then you’re bound to see my other side
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
If I seem edgy I want you to know
That I never mean to take it out on you
Life has it’s problems and I get my share
And that’s one thing I never meant to do
Because I love you
Oh, Oh baby don’t you know I’m human
Have thoughts like any other one
Sometimes I find myself long regretting
Some foolish thing some little simple thing I’ve done
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood


Recall de palavras, ou liquid paper falado

setembro 23, 2009

Vim pensando hoje, como é que a gente faz quando divulga uma idéia, um pensamento e depois muda de idéia e se arrepende? As vezes acontece de perceber-se num ponto de vista não muito privilegiado e que remexendo as coisas, idéias melhores virão. Mas dá pra voltar lá e editar o post falado?

No mundo do “vale o escrito”, ser taxado eternamente por algo dito que não pode ser recuperado pode ser um preço caro por tentar fazer ouvir sua voz num mundo de opiniões cada vez mais numerosas, onde a gente tenta achar nosso lugar ao sol e achar a nós mesmos.

Metamorfose Ambulante – Raul Seixas

(…)
Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
(…)


#musicmonday

agosto 25, 2009

Na verdade, eu tinha me preparado para escrever um post sobre o Pirigulino Babilake, mas uma segunda-feira atípica fez com que este post furasse a fila das minhas idéias…

Começou com um twitt do @GugaAlves, sobre um podcast tocando Rage Against The Machine. Uma verdadeira Máquina do Tempo!

E foi muito divertido, lembrar da adolescência de, ir pro colégio ouvindo Cidade do Rock, da Rádio Cidade, então o único programa de rádio 100% dedicado ao som, ainda que com qualidade bastante questionável, mas era possível ouvir Rage, Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Pearl Jam… Naquele tempo o Rodolfo ainda fazia parte dos Raimundos, que era a melhor banda de rock nacional de todos os tempos!

O serviço foi completado pelo outro amigo, o @raphaelcrespo, que twittou sobre a banda Anthrax, que já me levou a lembrar da sinistríssima Type O Negative… Daí para resgatar o Anathema – que era mais sinistra ainda – foi um pulo…

Foi engraçado lembrar coisas como ir para a escola com um walkman nos ouvidos, e ainda com abertura par fitas K7! Toneladas de fitas na bolsa, gravadas de CDs ou da própria programação na rádio. Essas eram as mais legais, pois ficavam já preparadas, só esperando a música tocar para apertar o botão do REC e começar a gravar uma música que sempre saía cortada ou com vinhetas da rádio, mas era “A” fita! E tinha que se tomar cuidado para as fitas não desenrolarem do case e embolar, dar nós… nessas horas, só a caneta BIC salva!

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Foi bom lembrar de coisas que eu já havia esquecido, como a calça jeans rasgada (naturalmente rasgada, não essas fashion que a gente compra na loja), o cabelo desgrenhado e cheio de tranças, e o tênis All Star, que na época só usava quem era underground e tinha atitude! Nada desses modelinhos xadrez, cor de rosa ou coisas do tipo… Bons tempos do Colégio Pedro II

Nessa época, teve aqui no Rio um festival com várias bandas, o CloseUp Planet, com Sex Pistols, Cypress Hill, Bad Religion, Silverchair (que na época era só um Hanson tentando fazer rock), SpaceHog e Mark Ramone & The Intruders – um showzaço!

Engraçado pensar que este mundo pré-histórico de fitas K7 e bandas que não existem mais tem pouco mais de 10 anos. E mais engraçado pensar que mal consigo me lembrar de um mundo sem MP3 player, dowload de músicas, podcast e rádios online (sem comerciais ou vinhetas).

Lembro de como me sentia presa à Rádio Cidade, como única opção para fugir do lugar-comum que eram todas as outras e da maravilha que foi descobrir, primeiro, as rádios online (com a Luxuriamusic.com e bem depois a Last.fm), os downloads de MP3 com o Napster e depois com eMule, que me possibilitaram descobrir músicas antes inimágináveis, já saindo totalmente da seara do rock adolescente, agora totalmente sem fronteiras!

Em tempo: Qualquer semelhança com os capítulos iniciais de A Cauda Longa, do Chirs Anderson, não é mera coincidência. De fato fiquei maravilhada ao ler o livro e sentir completa identidade entre o que o autor descrevia e os passos que trilhei rumo a uma libertação musical. Passos que, de certa forma, explicam a criação deste blog e motivam sua reativação agora. Fugir do cliché, foi inevitável, uma vez que ele é real…