Coisas que já nao me lembro…

junho 14, 2010

Que ao longo da vida a gente esquece várias coisas, e uma afirmação obvia, redundante e completamente desinteressante… Então vou começar o post indo direto ao assunto e falando de algo específico, de que já não me lembro mais…

Não me lembro mais como é ter dor de cotovelo, sofrer por amor ou amar ate dor ou a quem não te ama… Não lembro mais como e andar de mãos dadas, ter a mente fixa em alguém, fazer bobeirinhas românticas e se importar com desimportâncias que só interessam a dois, mas se quer dividir com o mundo…Minhas lembranças sentimentais estão tão longe, que e difícil resgatar tais sensações puxando apenas pela memória.

Não posso dizer que e ruim, se por um lado não sofro, também não digo que e bom, já que, por outro, não vivo. Um dia falei em atingir o Zero Kelvin… Acho que ele chegou e nem percebi. Não sei, simplesmente não me lembro.

No no no’s – Junior Senior

Oh I won’t fall in love
No I won’t fall in love
I won’t fall in love
No I won’t fall in love
I won’t fall in love
No I won’t fall in love
You wanna go but your mother tells you no
She was shunned so many years ago
And she doesn’t
No she doesn’t need to know
No I won’t fall in love
So
You sneak out the door
And you got it all planned
To get backstage with the band
And you don’t need no
You don’t need no helping hand
Cuz you’re into the boys in a rock n’ roll band
Oh I won’t fall in love
I won’t fall in love (I won’t fall in love)
No I won’t fall in love (No no)
I won’t fall in love (I won’t fall in love)
No I won’t fall in love
Your heart is beating
And it’s beating fast
Cuz the band’s about to play at last
And I just took that
You don’t get that backstage pass
He’ll take you to bed or the backseat of his car
Cuz the motel’s way too far
And then he’ll go right back
He’ll go right back to the bar
Cuz the night’s not over for a rock n’ roll star
No I won’t fall in love (I said a no no no)
I won’t fall in love (I won’t fall in love)
No I won’t fall in love
But you’re a daddy’s girl
One day your gonna runaway
I get it, woah
With your daddy’s pearl
Yeah one day your gonna runaway
I get it, woah
With your daddy’s pearl!
One day your gonna runaway
A run run run run run run run run run run run run run run run
Oh I won’t fall in love (A no, a no)
I won’t fall in love (Hey, I won’t fall in love)
No I won’t fall in love (No no no no no)
I won’t fall in love (No no, yes!)

I won’t fall in love

I won’t fall in love, love

I won’t fall in love, love

I won’t fall in love, love

I won’t fall in love, love

I won’t fall in love, love

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Desembucha.com ― Um “WordPress” brasileiro relâmpago?

outubro 30, 2009

Num bate-papo sobre os primórdios da blogosfera brasileira surgiu a lembrança um serviço de blogs totalmente brasileiro que apareceu e se alastrou como rastro de pólvora, mas que, se apagou na mesma velocidade, por falta de recursos ― o Desembucha.com.

Quem já era blogueiro nos [nem tão] velhos tempos de 2001, provavelmente já ouviu falar do Desembucha, que “viveu” entre maio e setembro deste ano e chegou a ter 4.000 blogs, 9.000 usuários e cerca de 10.000 acessos por dia.

logo_desembucha

Logo Desembucha.com

A forma como o Desembucha se alastrou entre os internautas brasileiros é impressionante e já mostra o poder viral do “boca-a-boca” deste meio, mesmo numa época em que banda larga em casa era artigo de luxo.

No serviço, foram hospedados blogs de grande expressividade, hits no momento, como Xoxota Crew, com temática sexual, o Loser, do Pedro Ivo, um dos blogs de maior sucesso da época, que contava histórias engraçadas do cotidiano de um “perdedor”, no melhor estilo humor-geek… Os blogs faziam tanto sucesso, que, assim como o próprio Desembucha, iam parar em sites já bem conhecidos como o Delícias Cremosas, que foi assunto no Cocadaboa.com.

Mas, afinal, por que falar disso?

Os motivos são vários… Como costuma dizer o Carlos Nepomuceno , “pra conhecer o presente, precisamos estudar o passado.” Isso ajuda também a evitar alguns micos, como o atual “Delicias Cremosas”, um inocente blog de culinária, que é impossível ler sem pensar no temático picante do original – e, claro, achar muita graça.

Revelar como em pouco tempo e descompromissadamente, um único cara de vinte e poucos anos, desenvolveu uma plataforma simples, fácil de usar, com templates customizáveis e melhor que as grandes estrangeiras à disposição. Essa é uma história que vale a pena contar. E era melhor porque era de graça, em português, limpa e sem banners. Isso tem relação direta com saber que aqui no Brasil tem muita gente boa desenvolvendo coisas inovadoras, tendo boas idéias. Com um layout simples, clean, quase Google-style, uma logo bacana e uma descrição divertida, ainda incomuns na época em que os GIFs animados e os dégradés gritantes imperavam.

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Home do Desembucha.com

Há oito anos o acesso à internet estava ainda começando a se popularizar, não tinha Twitter e o comunicador da moda era o ICQ. E foi assim, na base do amigo que fala pro amigo que fala pro amigo, que o Desembucha foi parar no Globo, Jornal do BrasilVejaInfo Exame e se tornou um verdadeiro “estouro”. Irônicamente (e infelizmente) este foi o princípio do fim:

“O consumo de recursos do site ficou então muito grande, em parte pelo processamento das páginas, já que usávamos uma linguagem interpretada, e em parte pelo consumo de banda. Assim, fomos “convidados” a assinar um plano de hospedagem em um servidor dedicado. Como sustentávamos o site com recursos próprios, tivemos que tirá-lo do ar, já que esses planos de hospedagem em servidores dedicados estavam muito além do que podíamos arcar.”, diz Gustavo Coelho, criador do serviço em seu atual blog, o Casal Geek, hosteado pelo Blogspot.

A propaganda, invasiva e indesejada já era muito incômoda sem relevância. Os blogueiros procuravam interfaces sem os banners irritantes e que davam uma aparência muito amadora aos sites em que se esmeraram para colocar seus pensamentos sobre seus assuntos preferidos, ou seja, um conteúdo totalmente pessoal sendo toscamente invadido por uma empresa sem ser convidada.

E a necessidade de se comunicar, de expressar-se para o mundo, de ter voz, que já era bastante latente e os blogs ajudavam a libertar, o Desembucha deu tom de grito, em português, na linguagem do povão. Como dizia a descrição do Princesa Primavera Cabo Frio 2001: “Vc está num blog dedicado a todas as garotas que nunca entenderam a linguagem HTML, por isso não tinham como expressar suas idéias, falar mal de caras sacanas, e mostrar o melhor da música… o rock’n roll !”.

O Desembucha, além de possibilitar que qualquer pessoa se expressasse para quem quisesse ler, também permitia que blogueiros afins se encontrassem, trocassem idéias e até mesmo (por que não?) se criticassem.

“Achei o Desembucha através de outro blog (não me lembro qual). Naquela época não tínhamos tantas escolhas. Ainda não havia muitos recursos e as plataformas eram muito básicas. Sendo assim, o Desembucha era equivalente em recursos ao Blogger, por exemplo. Mas o que o fazia especial era o sentimento de comunidade que existia por lá. Havia um ranking com os mais acessados, funcionalidades de comunidade. Muitos blogueiros acabaram se conhecendo pessoalmente. Era quase uma confraria mesmo. E isso fazia a diferença. Ele foi um serviço pioneiro. E soube trabalhar bem a questão da comunidade entre blogueiros. Era diferente de um sistema onde cada um escreve o seu blog sem se comunicar. É a diferença entre trabalhar em um espaço aberto em contraponto a um ambiente de trabalho dividido em baias. O Desembucha conseguiu se transformar de fato em uma grande comunidade, ao invés de uma simples ferramenta.” – diz Pedro Ivo, autor do Loser.

E se no Desembucha havia “blogs para tudo quanto é gosto, sexo, religião e sabor de sorvete”, não é de se admirar que o mais acessado fosse o da Igreja Universal, onde este público achava um lugar livre para se expressarem e se conectarem.

Mas, uma coisa é certa: ainda melhor do que ver tudo o que já foi dito sobre o Desembucha, é ver o criador falando da criatura. Por isso, não deixe de ler, a seguir, uma entrevista fresquinha e atualíssima com Gustavo Coelho, o grande criador!

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Resenha em 6 e o Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

setembro 29, 2009

Fui almoçar e quando voltei o Twitter estava alvoroçado! Muita gente falando sobre a notificação que o pessoal do Resenha em 6 recebeu depois do post sobre o Boteco São Bento, o pior bar do sistema solar.

Não é necessário dizer que isto é um absurdo e algo completamente estapafúrdio que o bar ainda se sinta no direito de processá-los pela resenha.  Li no blog do Cardoso uma excelente sugestão sobre este caso, que resolvi seguir. Não vou me alongar e vou reproduzir aqui integralmente, para que também fique a sugestão para quem chegar por aqui:

Reprodução:

Boteco São Bento (o pior bar do sistema solar)

O blog Resenha6 escreveu o post abaixo sobre o péssimo atendimento de um tal “Boteco São Bento”. O resultado foi o dono do bar aparecer nos comentários atacando no melhor estilo baixaria os donos do blog, coisas do nível “Felizmente não precisamos de clientes do seu perfil” pra baixo.

Como essa estratégia não foi bem-recebida pelos leitores, o próximo passo foi soltar uma notificação extra-judicial, basicamente ameaçando de processo o blog, caso não retire em 24 horas o post.

Pois bem; acho que advogados também merecem ganhar seu dinheiro, então sugiro que a advogada do Boteco São Bento tenha bastante trabalho. Minha proposta: TODOS, digo TODOS os blogs devem publicar o MESMO post. Assim ela terá que enviar notificação para TODO MUNDO. Ou fechar a Internet.

Aqui minha contribuição. Aguardo a notificação.

Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o
pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem
graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma
dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos
vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda
ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha
simpatia no atendimento.
  • Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
  • Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui
  • Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.


Resenhado por
Raphael Quatrocci

às
23:22


Ouvidos de ouvir

setembro 24, 2009

Essa idéia conversa com outra, que venho matutando faz tempo também, sobre a incapacidade de ouvir, da grande maioria das pessoas.

Percebam: Não estou falando aqui de gozar ta totalidade do sentido da audição, mas sim de prestar atenção total ao que reverbera no ouvido em todo o seu sentido.

Ao colocar-se no lugar de seu interlocutor e captar seu ponto de vista para então argumentar, concordar ou discordar… Estamos tão preocupados em convencer que não saímos do nosso pedestal de donos da verdade e fechamos o ouvido (na verdade a razão) a qualquer movimento externo que não verse rimado com nosso.

Talvez não por acaso, me chamo Simone (obvio que não me chamo Ana Lógica, né?), que vem do Hebraico, “aquela que tudo ouve”. Costumo ouvir as pessoas e me colocar no lugar delas para ouvir suas idéias, com calma, até a conclusão. Mas acho que o mais importante ao ouvir, é tentar pensar com a cabeça de quem está falando.

Minha impressão disso é que entendo melhor as pessoas do que elas me entendem (ok, todo mundo diz isso), mas vejamos: todo mundo me diz que as entendo e que sei ouvir, então não sou somente eu que diz que há algo diferente aqui.

Outra coisa é que fica mais fácil interagir: seja para aconselhar, ou mesmo para convencer, se você entende como o outro pensa e se sente, você alcança um nível equilibrado de conversação, que possibilita um diálogo honesto. Se sua idéia é boa, você convence. Fato!

Don’t Let Me Be Misunderstood – The Animals

The Animals – A original

Nina Simone – Minha preferida

Santa Esmeralda – Dançante!

Kill Bill – Instrumental

Veja ainda muitas outras versões aqui.

Letra

B.Benjamin/S.Marcus/C.Cadwell

Baby, do you understand me now
Sometimes I feel a little mad
But don’t you know that no one alive
Can always be an angel
When things go wrong I seem to be bad
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Baby, sometimes I’m so carefree
With a joy that’s hard to hide
And sometimes it seems that all I have do is worry
Then you’re bound to see my other side
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
If I seem edgy I want you to know
That I never mean to take it out on you
Life has it’s problems and I get my share
And that’s one thing I never meant to do
Because I love you
Oh, Oh baby don’t you know I’m human
Have thoughts like any other one
Sometimes I find myself long regretting
Some foolish thing some little simple thing I’ve done
But I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood
Yes, I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood


Recall de palavras, ou liquid paper falado

setembro 23, 2009

Vim pensando hoje, como é que a gente faz quando divulga uma idéia, um pensamento e depois muda de idéia e se arrepende? As vezes acontece de perceber-se num ponto de vista não muito privilegiado e que remexendo as coisas, idéias melhores virão. Mas dá pra voltar lá e editar o post falado?

No mundo do “vale o escrito”, ser taxado eternamente por algo dito que não pode ser recuperado pode ser um preço caro por tentar fazer ouvir sua voz num mundo de opiniões cada vez mais numerosas, onde a gente tenta achar nosso lugar ao sol e achar a nós mesmos.

Metamorfose Ambulante – Raul Seixas

(…)
Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
(…)


Tarantino só nas telas.

setembro 22, 2009

No dia 01/09, quando ia para a #posmktdig, fui abordada por um meliante que passava por ali e tentou me assaltar. A maioria das pessoas já sabe a história, que já contei um sem-número de vezes e não vou mais repetir… Tinha escrito um post enorme e acabei de mudar de idéia. Não vou mais postar, quero falar de coisas boas…

Gostaria apenas de dizer o seguinte: Ao contrário de como muitos têm me pintado por aí (uns de brincadeira, numa boa, mas outros não), eu não sou um personagem de filme do Tarantino. Não sou uma pessoa violenta, ao contrário, sou estremamente pacífica, não curto violência de espécie alguma, que não seja nos filmes dele.

Isto posto, gostaria de dizer:

  1. Não vou sair por aí com uma Hatori Hanzo exterminando os pivetes do Rio

  2. Apesar disso, não vou me deixar oprimir. Não aceito o comportamento de mulherzinha indefesa. Apesar das críticas, tudo o que fiz foi me defender, nada mais. Não vou facilitar para ninguém que acha que vai levar fácil por que as coisas estão difíceis.

  3. Não sou maluca, sei muito bem que não posso com uma arma

Para ouvir: Battle without honnor or humanity


#musicmonday

agosto 25, 2009

Na verdade, eu tinha me preparado para escrever um post sobre o Pirigulino Babilake, mas uma segunda-feira atípica fez com que este post furasse a fila das minhas idéias…

Começou com um twitt do @GugaAlves, sobre um podcast tocando Rage Against The Machine. Uma verdadeira Máquina do Tempo!

E foi muito divertido, lembrar da adolescência de, ir pro colégio ouvindo Cidade do Rock, da Rádio Cidade, então o único programa de rádio 100% dedicado ao som, ainda que com qualidade bastante questionável, mas era possível ouvir Rage, Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Pearl Jam… Naquele tempo o Rodolfo ainda fazia parte dos Raimundos, que era a melhor banda de rock nacional de todos os tempos!

O serviço foi completado pelo outro amigo, o @raphaelcrespo, que twittou sobre a banda Anthrax, que já me levou a lembrar da sinistríssima Type O Negative… Daí para resgatar o Anathema – que era mais sinistra ainda – foi um pulo…

Foi engraçado lembrar coisas como ir para a escola com um walkman nos ouvidos, e ainda com abertura par fitas K7! Toneladas de fitas na bolsa, gravadas de CDs ou da própria programação na rádio. Essas eram as mais legais, pois ficavam já preparadas, só esperando a música tocar para apertar o botão do REC e começar a gravar uma música que sempre saía cortada ou com vinhetas da rádio, mas era “A” fita! E tinha que se tomar cuidado para as fitas não desenrolarem do case e embolar, dar nós… nessas horas, só a caneta BIC salva!

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Um walkman, também pode ser considerado o avô do MP3 player.

Foi bom lembrar de coisas que eu já havia esquecido, como a calça jeans rasgada (naturalmente rasgada, não essas fashion que a gente compra na loja), o cabelo desgrenhado e cheio de tranças, e o tênis All Star, que na época só usava quem era underground e tinha atitude! Nada desses modelinhos xadrez, cor de rosa ou coisas do tipo… Bons tempos do Colégio Pedro II

Nessa época, teve aqui no Rio um festival com várias bandas, o CloseUp Planet, com Sex Pistols, Cypress Hill, Bad Religion, Silverchair (que na época era só um Hanson tentando fazer rock), SpaceHog e Mark Ramone & The Intruders – um showzaço!

Engraçado pensar que este mundo pré-histórico de fitas K7 e bandas que não existem mais tem pouco mais de 10 anos. E mais engraçado pensar que mal consigo me lembrar de um mundo sem MP3 player, dowload de músicas, podcast e rádios online (sem comerciais ou vinhetas).

Lembro de como me sentia presa à Rádio Cidade, como única opção para fugir do lugar-comum que eram todas as outras e da maravilha que foi descobrir, primeiro, as rádios online (com a Luxuriamusic.com e bem depois a Last.fm), os downloads de MP3 com o Napster e depois com eMule, que me possibilitaram descobrir músicas antes inimágináveis, já saindo totalmente da seara do rock adolescente, agora totalmente sem fronteiras!

Em tempo: Qualquer semelhança com os capítulos iniciais de A Cauda Longa, do Chirs Anderson, não é mera coincidência. De fato fiquei maravilhada ao ler o livro e sentir completa identidade entre o que o autor descrevia e os passos que trilhei rumo a uma libertação musical. Passos que, de certa forma, explicam a criação deste blog e motivam sua reativação agora. Fugir do cliché, foi inevitável, uma vez que ele é real…